Os países da União Europeia aprovaram provisoriamente o acordo comercial com o Mercosul, após meses de negociações intensas. A assinatura formal ainda deve ocorrer nas próximas semanas pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Apesar de protestos de agricultores franceses, a maioria dos países concordou com o acordo.
O apoio da Itália foi decisivo para superar resistências internas, especialmente da França, que temia a entrada de produtos agrícolas baratos como carne e açúcar do Mercosul. Fontes da UE confirmam que a votação provisória atende aos requisitos de 15 países representando 65% da população europeia.
Após adiamentos em dezembro de 2025, causados por pressões de Itália e França, a UE reafirmou seu compromisso em carta enviada ao presidente Lula, prometendo assinatura em janeiro. Discussões em Bruxelas nas últimas semanas aceleraram o processo, com Alemanha e Espanha liderando o apoio. O vice-presidente brasileiro Geraldo Alckmin celebrou o momento.
Para entrar em vigor, o acordo ainda precisa de ratificação pelo Parlamento Europeu e parlamentos nacionais. O tratado, negociado por 25 anos, beneficiará 700 milhões de pessoas e um PIB combinado superior a US$ 21 trilhões, fortalecendo laços econômicos e reduzindo dependência de outros blocos como a China e os Estados Unidos.