Trump intensifica ameaças de anexar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca

Donald Trump intensificou ameaças de anexar a Groenlândia, declarando que os EUA "precisam" do território dinamarquês por razões de segurança nacional. Ele estabeleceu um cronograma de cerca de dois meses para tratar o assunto, com discussões em 20 dias. A primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen alertou que um ataque dos EUA a um aliado da OTAN significaria o fim da aliança, reafirmando que apenas a Dinamarca e a Groenlândia decidem seu futuro.

Os países nórdicos uniram-se em solidariedade à Dinamarca. O primeiro-ministro sueco Ulf Kristersson, o norueguês Jonas Gahr Støre, o presidente finlandês Alexander Stubb e a primeira-ministra islandesa Kristrún Frostadóttir emitiram declarações de apoio total. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer também respaldou a Dinamarca, enfatizando a soberania territorial.

Trump provocou a Dinamarca ao ridicularizar suas contribuições de defesa, mencionando apenas "um trenó de cachorro" para proteger a Groenlândia, e alegou que a UE precisa que os EUA a controlem. Uma postagem de Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete de Trump, mostrou a Groenlândia com as cores da bandeira americana e a palavra "em breve", irritando Copenhague.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, exigiu o fim das pressões para anexação. A embaixada dinamarquesa nos EUA cobrou respeito à integridade territorial do Reino da Dinamarca.