ONU se reúne para debater ataque dos EUA na Venezuela; vice-presidente do país enviou carta a Trump

O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta segunda-feira, 5 de janeiro, para debater a legalidade da operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro na madrugada de 3 de janeiro. A sessão, marcada para as 12h (horário de Brasília), foi solicitada formalmente por Caracas, com apoio de países como Irã e Colômbia, que classificam a ação como "agressão criminosa" e violação do direito internacional.

Rússia e China, aliados históricos da Venezuela, lideram as críticas à intervenção americana, que incluiu ataques a instalações em Caracas, causando apagões e baixas militares, enquanto o secretário-geral António Guterres alertou para um "precedente perigoso" na região. Aliados dos EUA, como nações europeias, mostram reservas mais moderadas, evitando condenações diretas apesar de preocupações com o uso da força. Maduro e sua esposa Cilia Flores, detidos em Nova York, comparecem a um tribunal federal em Manhattan no mesmo dia, acusados de narcoterrorismo.

O Brasil, representado pelo embaixador Sergio Danese, deve pedir a palavra na reunião, alinhado a uma nota conjunta com México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha, que expressa preocupação com interferências externas. Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, enviou carta aberta a Donald Trump pedindo diálogo e fim das hostilidades. A reunião pode expor fissuras no Conselho, onde Washington tem poder de veto para bloquear resoluções contra si.