Israel acusou Zohran Mamdani de antissemitismo apenas um dia após ele tomar posse como prefeito de Nova York em 1 de janeiro. O Ministério das Relações Exteriores de Israel criticou a decisão inicial de Mamdani de revogar uma ordem executiva do antecessor Eric Adams, que adotava a definição de antissemitismo da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto). A declaração oficial no X descreveu a ação como "gasolina antissemita em uma fogueira".
Mamdani também suspendeu restrições ao Movimento BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções contra Israel), permitindo que funcionários municipais participem de decisões alinhadas à campanha contra a ocupação israelense de territórios palestinos. Outra medida revogada proibia protestos perto de locais de culto, implementada após manifestações em sinagogas.
O novo prefeito, primeiro muçulmano a liderar Nova York, enfrentou críticas durante a campanha por declarações contra Israel, como afirmar que o país comete genocídio em Gaza. Apesar disso, em seu discurso de posse, Mamdani buscou acalmar a maior comunidade judaica fora de Israel, prometendo combater o antissemitismo e mantendo um escritório dedicado a isso.
Figuras israelenses como o ministro Ben Gvir já haviam rotulado Mamdani como "antissemita declarado" após sua eleição em novembro de 2025. Mesmo o presidente Donald Trump o chamou de "inimigo dos judeus" na campanha, mas Mamdani prometeu servir todos os nova-iorquinos independentemente de desacordos.