Defesa de Filipe Martins solicita permanência no Paraná após prisão preventiva

A defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista pós-eleições de 2022, busca manter sua custódia no Paraná após prisão preventiva decretada por Alexandre de Moraes. Preso em Ponta Grossa (PR) nesta sexta-feira (2) por descumprir prisão domiciliar ao supostamente acessar redes sociais, a equipe jurídica argumenta contra transferência para Brasília, priorizando proximidade familiar e condições locais.

Os advogados negam veementemente o uso de redes por Martins, alegando que postagens em seu LinkedIn foram gerenciadas por terceiros sem seu conhecimento, e pedem manutenção na Superintendência da PF em Curitiba ou presídio estadual paranaense. Eles invocam o artigo 312 do CPP para justificar baixa periculosidade e ausência de risco de fuga.

Moraes revogou a domiciliar imposta em 27 de dezembro após denúncia de violação de cautelares. A PF localizou Martins em casa, conduzindo-o a um presídio em Ponta Grossa inicialmente, mas o STF analisa recursos para definir regime definitivo.