Lucinete Freitas, de 55 anos, natural de Aracoiaba, no Ceará, foi assassinada pela própria patroa em um local deserto nos arredores de Lisboa, em Portugal. O crime ocorreu em 5 de dezembro de 2025, na região da Amadora, onde a vítima trabalhava como babá do filho da mulher, também brasileira. O Ministério Público português confirmou que a agressão fatal foi causada por um golpe violento na cabeça com um bloco de cimento.
Após o assassinato, a patroa cobriu o corpo de Lucinete com entulho para ocultá-lo e utilizou o celular da vítima para enviar mensagens falsas, simulando que ela havia viajado para Algarve com uma amiga. Essa ação visava adiar buscas pelo desaparecimento da babá, que já preocupava o marido e o filho de 14 anos no Brasil. A suspeita foi colocada em prisão preventiva dias depois, em 18 de dezembro.
A motivação do crime envolveu uma discussão entre a patroa e o marido dela, na qual Lucinete teria tomado partido do homem, gerando conflito. A relação entre as duas mulheres era marcada por tensões, conforme revelado pela investigação da Polícia Judiciária. O homicídio foi classificado como qualificado, por motivo fútil, com ocultação de cadáver.
O corpo de Lucinete foi encontrado em uma mata após duas semanas, e a família enfrenta dificuldades para repatriá-lo ao Ceará. A suspeita, de 43 anos, confessou partes do crime às autoridades portuguesas, mas detalhes finais ainda são apurados pela perícia.